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Trump afirma que o comércio 'é ótimo para resolver guerras': 'uso para muitas coisas'

CBN | 15/07/2025 13:06
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante anúncio na Casa Branca. — Foto: Reprodução
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante anúncio na Casa Branca. — Foto: Reprodução

Presidente americano ameaçou Rússia com 'tarifas severas' caso guerra na Ucrânia não acabasse em 50 dias.

Em uma declaração nesta segunda-feira (14) sobre a guerra na Ucrânia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o comércio é 'ótimo para resolver guerras'. Ele comentava a ameaça de 'tarifas severas' contra a Rússia caso a guerra não terminasse em 50 dias.

'Uso comércio para muitas coisas', disse o republicano.

Segundo Trump, dentro desse valor contra o governo de Vladimir Putin poderiam incluir 'tarifas de 100%'.

'Mas estamos muito, muito insatisfeitos com eles e vamos aplicar tarifas muito severas se não chegarmos a um acordo em 50 dias', comentou o presidente americano.

Além disso, os EUA enviarão armas Patriot e mais para a Ucrânia e haverá o pagamento por parte da Europa, confirmando a informação que ele havia revelado nesse domingo (13).

Segundo o republicano, serão enviadas 'armas de ponta' para a OTAN, que irá direcionar elas para a Ucrânia.

'Este é um acordo muito grande que fizemos, são bilhões de dólares em equipamentos militares que serão comprados dos Estados Unidos, destinados à OTAN e que serão rapidamente distribuídos no campo de batalha. A Ucrânia assumirá o controle', disse.

O republicano também revelou que conversa 'muito' com Putin e sempre que desliga imagina que foi um bom telefonema: 'então mísseis são lançados contra Kiev ou alguma outra cidade e depois que isso acontece três ou quatro vezes, você percebe que a conversa não significa nada'.

Rutte completou, dizendo que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, deveria 'levar a sério' o anúncio feito pelo republicano.

'Então, se eu fosse Vladimir Putin hoje, e você estivesse falando sobre o que planeja fazer em 50 dias, e esse anúncio, eu reconsideraria se não deveria levar as negociações sobre a Ucrânia mais a sério do que estou fazendo no momento'.

Projeto visa taxar em 500% compradores de petróleo russo

Presidente Lula e Vladimir Putin — Foto: Maxim Shemetov / POOL / AFP

Presidente Lula e Vladimir Putin — Foto: Maxim Shemetov / POOL / AFP

Um projeto de lei com apoio de 85 dos 100 senados dos Estados Unidos e construído pelos Democratas e Republicanos visa tarifas de até 500% sobre importações de países que compram petróleo, gás e urânio da Rússia.

Em 2024, o Brasil importou US$ 5,4 bilhões de diesel russo, um dos países que mais importou no período. O número também representou um recorde na balança comercial, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Um dos autores do texto, o senador republicano Lindsey Graham, citou diretamente o Brasil ao falar sobre o tema em uma entrevista à CBS News.

'China, Índia e Brasil, vocês estão prestes a se prejudicarem muito se continuarem ajudando Putin', afirmou.

Graham ainda descreveu que as tarifas seriam como uma 'marreta' para levar Putin até a mesa de negociações na guerra na Ucrânia.

'Estamos perseguindo as pessoas que mantêm Putin nos negócios e impondo sanções adicionais à própria Rússia. Esse é o dinheiro que Putin usou para prosseguir com a guerra', continuou.

Além disso, alguns legisladores sugeriram que os EUA, juntamente com aliados europeus, poderiam acessar ativos russos congelados, incluindo US$ 5 bilhões congelados pelas autoridades americanas. Esse dinheiro poderia então ser usado em uma conta de financiamento para uso da Ucrânia.

A medida, no entanto, seria inédita. Nenhum presidente dos EUA jamais tomou os ativos do banco central de um país estrangeiro com o qual os EUA não estejam em guerra.

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